Grupo naval turco na Somália faz voar o drone VTOL KALKAN em primeiros ensaios no oceano

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Um drone de descolagem e aterragem verticais (VTOL) KALKAN a operar a partir da fragata turca TCG Gelibolu realizou os primeiros ensaios de voo em condições oceânicas no oceano Índico, anunciou o Ministério da Defesa Nacional da Turquia no sábado, 24 de outubro de 2026. A fragata integra o Grupo-Tarefa Naval da Somália da Marinha turca.

O que o ministério anunciou

A declaração do ministério, uma única frase publicada no X com fotografias, refere que foram realizados os primeiros ensaios de voo em condições oceânicas do drone VTOL KALKAN baseado na TCG Gelibolu. Não indica datas, número de voos, estado do mar ou resultados, nem diz se o drone ficará a bordo durante o resto da missão. A agência Anadolu divulgou a mesma declaração.

Trata-se de um ensaio e não de uma entrada ao serviço. O ministério não anunciou qualquer encomenda, entrega à Marinha ou destacamento operacional deste tipo de aeronave.

O KALKAN VTOL

O ministério chama-lhe apenas KALKAN. A imprensa turca, incluindo o Star, identifica-o como o Bayraktar KALKAN da Baykar. A Baykar mostrou a versão redesenhada em abril de 2024, após o 30.º voo de ensaio no centro de ensaios de Keşan. O drone usa motores elétricos na descolagem e aterragem verticais e um motor de combustão na fase de cruzeiro. Por isso, não precisa de pista nem de um convés suficientemente grande para uma aterragem convencional.

Na sua página do produto, a Baykar indica um peso máximo à descolagem de 78 kg, 5 m de envergadura, 3 kg de carga útil (câmaras eletro-óticas ou de infravermelhos intercambiáveis e telémetro laser), seis horas de autonomia e um alcance de comunicação superior a 70 km. São dados do fabricante, não verificados de forma independente. O drone foi concebido para informações, vigilância e reconhecimento. A Baykar não o apresenta como armado.

Não deve ser confundido com a família de radares terrestres de defesa aérea KALKAN da ASELSAN, referida no guia do DefenceMENA sobre a ASELSAN (em inglês).

O Grupo-Tarefa Naval da Somália

A TCG Gelibolu e a TCG Göksu escoltam o navio de perfuração turco Çağrı Bey e os seus navios de apoio ao largo da Somália, e as suas tripulações dão formação a pessoal da Marinha e da Guarda Costeira somalis, noticiaram o The Türkiye Times e o FTL Somalia no início de outubro. Segundo o FTL Somalia, o navio de perfuração opera a cerca de 372 km da costa somali. A missão enquadra-se no acordo-quadro de defesa e cooperação económica de dez anos assinado pela Turquia e pela Somália em fevereiro de 2024, que compromete Ancara a ajudar a construir, formar e equipar a Marinha somali.

Porque é relevante para a região

Um pequeno drone VTOL dá a uma fragata de escolta vigilância para lá do horizonte dos seus próprios sensores, sem arriscar um helicóptero tripulado. Isso conta em águas onde, como o DefenceMENA noticiou, a pirataria somali está a regressar (em inglês). Nem o ministério nem a Baykar disseram se o KALKAN será proposto à Marinha somali, em reconstrução, ou a outras marinhas africanas. Drones turcos, sobretudo o TB2, já estão ao serviço de várias forças aéreas africanas, como mostra o nosso levantamento dos sistemas turcos nas forças armadas africanas.

Fontes

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Joaquim Mendes Author All articles

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