Egito Manteria Abertas Conversas com a China sobre Caças Furtivos Diante da Espera por F-35 dos EUA

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O Egito estaria a manter em aberto as conversas com a China sobre a compra de um caça furtivo, o Chengdu J-20 ou o mais recente J-35, enquanto a esperança egípcia de adquirir F-35 norte-americanos continua sem resposta, segundo duas fontes distintas. Nem Cairo nem Pequim confirmaram qualquer acordo, e nenhum contrato foi anunciado.

Foto: demonstrador FC-31 2.0, caça furtivo chinês bimotor relacionado com o J-35 embarcado, exposto no parque de exposição aeronáutica da SAC. Crédito: TurnOnTheNight, via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).

O que aconteceu

Citando o boletim especializado TacticalReport, a Army Recognition noticiou, em 26 de janeiro de 2026, que as negociações egípcio-chinesas sobre o J-20, iniciadas pelo menos desde 2019, teriam entrado numa “fase de contenção”: as conversas continuam abertas, mas sem avançar para um acordo. Washington terá reagido com avisos de possíveis sanções ao abrigo do CAATSA e oferecido ao Cairo um pacote alternativo, incluindo sistemas de defesa aérea NASAMS 3, modernização dos F-16 e míssil AIM-120D.

Durante a visita do presidente Xi Jinping ao Egito, em setembro de 2026, o The National informou, em 2 de setembro, que o J-35 não foi enviado para os exercícios conjuntos “Eagles of Civilization”, tendo a imprensa estatal chinesa promovido publicamente o J-10C, mais leve. O jornal concluiu que a visita “ainda não respondeu” se o Cairo irá optar por um caça furtivo chinês.

Por que isso importa

O interesse egípcio surge depois de Washington não ter avançado com uma promessa anterior de venda de F-35 ao Cairo; Israel continua a ser o único operador de F-35 no Médio Oriente. O Egito também observava outras opções no Egypt International Airshow, em El Alamein (8-10 de setembro de 2026), onde a Rostec apresentou drones furtivos lançados do Su-57, ao lado do modelo de exportação Su-57E, segundo a TASS. O analista do RUSI Justin Bronk disse ao The National que a venda do J-10CE ou do J-35 ao Egito “quase certamente desencadearia sanções CAATSA” e preocuparia Washington e Paris. A DefenceMENA já analisou os maiores contratos de defesa do Egito.

O que não está confirmado

Nenhuma carta de oferta, contrato ou declaração oficial sobre a venda de um caça furtivo chinês foi emitida por Cairo ou Pequim. O J-35 ainda não está oficialmente disponível para exportação, e os números por vezes citados para o tamanho de um eventual lote ou custo unitário continuam a ser estimativas não verificadas. Um relato isolado, de qualidade inferior, sobre uma eventual parceria egípcio-turca para produzir localmente o caça KAAN não pôde ser corroborado de forma independente e é tratado aqui como não confirmado.

Fontes

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Joaquim Mendes Author All articles

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